5 Tendências de RH para 2019

Ano novo iniciando, momento propício para repensar seus processos de recursos humanos. Transformação digital, engajamento e diversidade têm sido temas colocados na pauta dos profissionais que atuam na gestão de talentos. Com tantas mudanças e desafios que surgiram para a área de Recursos Humanos, você deve estar por dentro das tendências e do cenário de inovação que deseja levar para sua empresa.

 

Diante de tantas demandas, apresentamos 5 tendências de RH para que você possa repensar suas estratégias e ações na área de Recursos Humanos. Trazer inovação, velocidade e flexibilidade para os processos deve ser uma constante para você. E para contribuir com seu crescimento, trazemos 5 tendências que você poderá focar em 2019 na sua área!

 

1. Atração & Marca empregadora

 

O processo de atrair talentos vem ganhando mais atenção dos profissionais de Recursos Humanos nas empresas. Anteriormente, percebíamos um foco muito grande no processo de seleção assim como nas ferramentas de avaliação técnica e comportamental. Não que isso tenha perdido sua devida importância, mas tínhamos igualmente, uma oferta maior de candidatos que desejavam participar desses processos e fazer carreira numa empresa.

Com a mudança no perfil desses candidatos, que são em sua maioria os chamados “millenials” – nascidos de 1980 em diante, percebemos que eles não buscam mais apenas empregos e carreiras, mas sim oportunidades de aprendizado. Muitos jovens têm investido e valorizado cada vez mais o empreendedorismo e atividades mais autônomas
por considerarem mais flexíveis e com chances de maior aprendizado.

Dessa forma, atrair esses jovens talentos tem ficado cada vez mais difícil, exigindo das empresas e dos profissionais de Recursos Humanos, ações diferenciadas no processo de atração. Ter uma marca empregadora (Employer Branding) ganhou relevância para conseguir atrair os talentos!

 

2. Seleção & Fit Cultural

 

Selecionar talentos ganhou um item a mais como foco da preocupação dos profissionais de Recursos Humanos e das empresas. Além de avaliar as competências técnicas e comportamentais tornou-se imprescindível analisar o fit cultural.

O fit cultural é a capacidade de alinhamento do candidato com a visão, missão e valores da empresa. De um modo geral, a cultura da empresa deve estar em sintonia com os valores e objetivos de vida do candidato.

Dessa forma, transmitir parte dessa cultura já no processo de atração, na divulgação da vaga, contribui para captar os candidatos que já apresentam identificação com aquela cultura da empresa. Em muitas situações o “fit cultural” tem sido mais valorizado do que o próprio currículo.

 

3. Experiência do colaborador

 

O processo de consumerização tem invadido a preocupação das empresas em relação à gestão de pessoas. Empresas tem tido o mesmo cuidado que tem com seus clientes com os seus colaboradores.

Pensar em toda a experiência do colaborador no decorrer de sua jornada (atração, seleção, desenvolvimento, etc) para que ela seja significativa e capaz de gerar o engajamento com o propósito do negócio.

Para que o profissional de Recursos Humanos possa contribuir com a experiência do colaborador é fundamental que domine algumas ferramentas do design, tais como mapa da empatia, design thinking, atuando assim, como um verdadeiro designer de experiências do colaborador.

 

4. Humanização no desenvolvimento de talentos

 

Em meio ao boom da revolução cognitiva, onde a tecnologia tem se tornado o grande aliado também da área de Recursos Humanos, acredito que a grande tendência para o desenvolvimento de talentos passará pela humanização.

Charles Jennings, principal idealizador na metodologia 70:20:10, já apontava que 90% do aprendizado viria a partir da experiência e da troca com os próprios colegas e superiores.

Embora possamos atualmente contar com diversos recursos tecnológicos na área do ensino e aprendizagem (uso de recursos em Ead, mobile, etc), é na prática, na experiência e na troca que conseguimos exercitar as nossas competências.

Devemos propor desafios que tornem o colaborador protagonista (como sala de aula invertida), uso da gamificação e o próprio feedback contínuo para que as oportunidades de aprendizado e desenvolvimento sejam mais reais, dinâmicas e interativas.

 

5. People Analytics, Inteligência Artificial & RH Ágil

 

Podemos temer ou nos aliar com as máquinas que aprendem a trabalhar como humanos. O fato é que o uso da inteligência artificial e das ferramentas que realizam people analytics tem contribuído muito com a agilidade que a área de Recursos Humanos necessita para poder dedicar-se ao que ela pode fazer de melhor – que é ser verdadeiramente humana.

O RH Ágil, termo comum visto no momento, é aquele que tem conseguido aprender e dominar rapidamente os métodos ágeis já utilizados nas áreas de TI e Projetos, como método scrum, kanbam, lean, design sprint.

Então, preparado para levar inovação para sua estrutura de Recursos Humanos? Conhecer as principais tendências e ter a capacidade de implementá-las é um passo significativo para ganhar mais respeito dentro da sua empresa e no mercado de trabalho.

 

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Samara Milério

Samara Milério

Samara Milério é sócia-diretora da Impulsionarh, Psicóloga, Mestre em Administração, professora do cursos de Administração e Recursos Humanos na UNIFOR.

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