Como Potencializar a Ação do RH nas Empresas

Desde a revolução industrial, as organizações vêm buscando e encontrando os caminhos que se mostram necessários para crescer e prosperar.

No começo da revolução o foco estava em produzir mais com menos tempo, conceito este que avançou para parâmetros de gestão de qualidade, e este logo foi seguido pela era da informatização.

Se pudermos definir o momento atual das organizações, certamente perceberemos que estamos vivendo a era do desenvolvimento humano.

Junto deste cenário encontramos o desafio do RH de sair do status de departamento pessoal, que administra pagamentos e férias de funcionários, para o RH estratégico, que busca a otimização de competências nas pessoas para gerar resultados mais expressivos.

Este cenário traz uma série de barreiras para os profissionais de RH, que tem a certeza da possibilidade de otimização de resultados através das pessoas, mas esbarra na rigidez de conceitos desatualizados.

A luta contra a visão tradicional

O RH, assim como os demais setores dentro de uma empresa, tem a necessidade de afirmação na geração de resultados.

É claro que os resultados dos recursos humanos acontecem através das pessoas, e por isso a dificuldade de encontrar parâmetros para comprovar a eficiência da gestão é tão complicada.

Os desafios se estendem quando lidamos com diretorias e lideranças que confiam mais nos dados e números do que no fator humano, gerando uma cultura que caminha na contramão da valorização do RH.

Ainda que seja este o cenário, o RH precisa assumir a postura de protagonista com a reação ativa e busca constante de soluções que tragam mais facilidade de decisões e potencialize os talentos da empresa.

Liderança como foco

Se observarmos o comportamento de empresas brasileiras, poderemos perceber que culturalmente os negócios são orientados para geração de resultados imediatistas, e não costumam cuidar de iniciativas que permitam a estabilidade do negócio no longo prazo.

O desenvolvimento de líderes pode ser listado como um dos maiores déficits culturais dos negócios, pois obviamente as organizações precisam de líderes que orientem as pessoas para o resultado, mas pouquíssimas tomam a iniciativa de colocar a mão na massa e construir as lideranças que precisarão.

Este é um cenário bastante oportuno para o RH, que consegue argumentar frente a necessidade do desenvolvimento de talentos internos com foco em liderança, que vão garantir o bom funcionamento e prosperidade do negócio para o longo prazo.

Uma iniciativa pertinente neste caso, por exemplo, é o monitoramento de perfis comportamentais das pessoas da empresa, para que assim o RH consiga direcionar melhor os talentos com o foco em seus perfis, além da identificação de perfis de liderança que podem ser lapidados para se tornar os líderes do futuro dentro da organização.

Promoção de integração

O RH também precisa colocar energia na elaboração de políticas integrativas para as pessoas.

Conforme o avanço e facilitação de recursos digitais, o incentivo à convivência humana, troca de ideias e rodas de discussão devem ser incentivadas, para garantir que boas iniciativas sejam geradas.

Essa integração de departamentos precisa ser orquestrada na direção de integrar equipes que por padrão e cultura acabam funcionando como células isoladas de ação, enquanto a verdade é que a empresa é um organismo pulsante que precisa de sinergia e integração em todos os níveis e departamentos.

Políticas de grupos interdisciplinares atuando em projetos de melhoria contínua são bons exemplos de integração humana e desenvolvimento de talentos com foco em liderança.

Fortalecimento de valores organizacionais

Os recursos humanos ainda contam com a missão de ser o porta-voz e defensor de uma cultura alinhada com valores organizacionais praticados na organização, que não raramente são diferentes daqueles estampados no papel.

Exemplos constantes do poder dos valores da empresa devem ser exaltados, e até mesmo a geração de rodas de discussão da alta liderança, com foco em entender se os compromissos morais da empresa estão sendo colocados em prática, ou se acabaram se tornando apenas palavras escolhidas para cumprir um critério de certificação.

O público interno precisa perceber que podem confiar em políticas e valores que tanto são validadas no momento de contratação, e que no fim das contas não são praticados no dia a dia.

Considerações

Os profissionais e área de recursos humanos tem a grande oportunidade de derrubar uma visão de trabalho focada em administração de honorários, e trazer práticas inovadoras para a gestão, que vão tornar cada pessoa dentro da empresa um disseminador da cultura interna de valorização de capital humano.

Cada vez mais o foco estará em aproximar as pessoas, inserindo um discurso ativo de valorização humana nas práticas diárias da organização, de forma consistente e perceptível.

Ao mesmo tempo, o RH precisa impor a sua missão de foco nas pessoas, mergulhando na busca de inovações pertinentes, blindando valores e desenvolvendo liderança em cada ação proposta, para que o seu protagonismo seja uma prática diária, e reflita mudanças relevantes para o cenário.

O palco será de quem o domina.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *