O que muda com o “Analytics” para Gestão de Pessoas?

Mas afinal para quê “Analytics” na área de Gestão de Pessoas? As análises possibilitam uma maneira de acessar e usar as informações para tomar melhores decisões sobre e para as pessoas. Temos sofrido com uma sobrecarga de informações e ao mesmo tempo que essa realidade abre diversas possibilidades também pode, em alguns momentos, dificultar as decisões.

No ambiente de negócios, precisamos transformar essas informações mais atuais em tomadas de decisão mais assertivas, o que requer análises. Esse processo de análise é um pouco como ter um livro com várias receitas e na hora de cozinhar o seu jantar você só tem determinados ingredientes. Como saber qual receita fazer com o que você tem disponível, sem ter que ler o livro inteiro?

Funciona mais ou menos assim com a área de Gestão de Pessoas também. De que adianta ter tantas informações, tantos indicadores de RH, se você não consegue fazer a melhor análise para elaborar o projeto que trará maior resultado para o negócio.

Sem análises, as melhores informações podem ser irrelevantes para as decisões e ações assertivas. Os profissionais de RH que pretendem agregar valor ao negócio devem investir melhor seu orçamento, tempo e energia em análises, porque podem melhorar de modo significativo a tomada de decisões e os resultados de seus projetos.

Os profissionais de RH devem se concentrar mais em ferramentas e metodologias analíticas que tenham impacto nos negócios (por exemplo, engajamento dos times). O impacto nos negócios advém do foco nos resultados ou no valor criado a partir de uma atividade de RH. Se enquanto RH, você contribui junto com as lideranças a ampliar o engajamento do time, os resultados e a performance trazem resultados para o negócio.

Ainda somos surpreendidos muitas vezes em nossas consultorias nas empresas, com profissionais que resistem ao uso dessas ferramentas e metodologias de “people analytics” que tanto poderiam ajudá-lo a sair do operacional para ampliar sua visão e ação estratégica.

Acredito ser bem importante o profissional de RH questionar-se diante de cada atividade sua acerca do “para que” esta atividade está sendo realizada. Se não encontrar um para quê claro nesta atividade, automatize, delegue para os robôs. Pensar sobre o impacto das atividades de RH nas partes interessadas do negócio fora da empresa (como clientes, investidores e até a comunidade) deve ser o foco do novo papel dos gestores de pessoas.

A análise de RH precisa fornecer dados que gerem impacto, concentrando-se nos principais envolvidos nos negócios. À medida que a análise de RH vai além dos indicadores sobre práticas de RH e passa a ser o impacto real nos negócios, as informações ficam mais focadas nas ações certas. Lembrem-se sempre: os recursos (dinheiro, tempo) são escassos. Desse modo, quanto mais assertivos formos em nossas decisões, maior o impacto que poderemos trazer para nossos talentos, clientes e sociedade como um todo.

Então, que análise você faz das suas análises em RH?

Samara Milério

Samara Milério

Samara Milério é sócia-diretora da Impulsionarh, Psicóloga, Mestre em Administração, professora do cursos de Administração e Recursos Humanos na UNIFOR.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *